Agendar consulta

Tendinite e tendinopatia

Dor no tendão que volta sempre que você retoma a atividade

Dor no cotovelo ao segurar um objeto, dor atrás do tornozelo que piora na escada, dor na lateral do quadril ao deitar daquele lado. Tendões dão sinais parecidos entre si, e o que muda o tratamento é qual tendão está envolvido e há quanto tempo a queixa existe.

Você conversa com a equipe pelo WhatsApp e tira suas dúvidas antes de marcar.

  • Lages, Curitibanos, Chapecó e Balneário Camboriú
  • Consulta particular, com tempo para examinar e explicar
Dr. Rodrigo Muller, médico, CRM/SC 31920
Dr. Rodrigo Muller · Médico · CRM/SC 31920

Origem da dor

Os tendões que mais doem, e como eles se comportam

Tendão responde a carga. Quando a carga sobe mais rápido do que a capacidade do tecido, aparece dor, e o nome muda conforme a região e conforme o tempo de evolução.

Tendinopatia do tendão de Aquiles

Dor na parte de trás do tornozelo, no meio do tendão ou na inserção no calcanhar, com rigidez matinal e piora ao subir rampa ou escada. É frequente em quem aumentou corrida ou caminhada de forma rápida.

Epicondilite do cotovelo

Dor na lateral ou na face interna do cotovelo ao segurar, girar ou levantar objetos. É conhecida como cotovelo de tenista ou de golfista, embora a maioria dos casos não tenha relação nenhuma com esses esportes.

Tendinopatia e calcificação no ombro

Dor ao levantar o braço e ao deitar sobre o ombro. Quando há calcificação no tendão, a dor costuma ser mais intensa e com crises. Essa condição é detalhada na página sobre tendinite.

Tendinopatia glútea

Dor na lateral do quadril que piora ao deitar daquele lado, ao subir escada e ao ficar muito tempo em pé. É comum ser confundida com bursite, e o tratamento tem diferenças importantes.

Tendinite ou tendinopatia?

Vale a distinção, porque ela muda a conduta. Tendinite sugere um quadro inflamatório, em geral mais recente. Tendinopatia descreve a alteração do tecido do tendão que se instala quando a sobrecarga se repete por meses, e nela o anti-inflamatório tende a ter papel menor do que a reabilitação com carga progressiva.

Tendinites de punho e mão

Dor na base do polegar ao pinçar ou torcer, e dedo que trava ao fechar a mão, são queixas frequentes em quem trabalha com as mãos. O exame físico tem manobras específicas que separam cada quadro, e o tratamento começa pelo ajuste do gesto que gera a sobrecarga.

Quando investigar

Sinais de que vale investigar

Dor de tendão costuma ser tratada em casa por semanas antes de alguém olhar, e esse tempo é justamente o que torna o quadro mais demorado de resolver.

  • Dor que dura mais de quatro a seis semanas ou que volta sempre que você retoma a atividade.
  • Rigidez no tendão ao acordar que já virou rotina.
  • Dor que mudou o seu jeito de treinar, de trabalhar ou de pegar objetos.
  • Anti-inflamatório virou item fixo, por conta própria, para conseguir tocar o dia.
  • Inchaço, calor ou espessamento visível sobre o tendão.
  • Perda de força, ou a sensação de que o tendão pode ceder.
  • Dor que apareceu depois de mudança de carga de treino, de função no trabalho ou de peso.

Procure atendimento no mesmo dia se houve um estalo audível seguido de perda de função, se você não consegue ficar na ponta do pé do lado afetado ou elevar o braço após um esforço, se há deformidade visível, ou se a região ficou quente, vermelha e inchada com febre.

Dr. Rodrigo Muller em consulta
Dor que muda a sua rotina merece explicação, não só analgésico.

Como funciona

A avaliação, passo a passo

  1. 1

    História completa

    Quando começou, o que piora, o que melhora, como era antes e o que você quer voltar a fazer.

  2. 2

    Exame físico detalhado

    Testes específicos, avaliação de força, mobilidade e postura, incluindo as regiões vizinhas que influenciam a dor.

  3. 3

    Revisão dos exames

    Leitura dos exames que você já tem. Novos exames só quando mudam a conduta.

  4. 4

    Diagnóstico explicado e plano

    Você sai entendendo o que está acontecendo, quais caminhos existem e o que esperar de cada um.

Tratamento

Caminhos possíveis, conforme o diagnóstico

O plano combina medidas e depende do tendão envolvido, do tempo de queixa e do que você precisa voltar a fazer. Nenhuma delas é indicada sem avaliação individual.

Ajuste de carga e exercício orientado

É a base do tratamento em quadro de tendão, e a medida com respaldo mais consistente. Não significa parar: significa reorganizar volume, intensidade e progressão, com exercício de fortalecimento conduzido por fisioterapeuta ou educador físico. O plano é uma sugestão e pode mudar conforme a avaliação desse profissional.

Cuidado clínico da dor

Revisão do que você já usa, medicação quando houver indicação, e atenção ao que costuma passar batido: sono, peso, controle glicêmico e algumas classes de medicamento que influenciam o tecido do tendão.

Terapia por ondas de choque

Ondas acústicas aplicadas sobre a pele, sem corte e sem agulha, usadas sobretudo em quadros crônicos que não responderam às medidas iniciais. A evidência é favorável na fascite plantar, e é honesto dizer junto que, nas comparações disponíveis, ela não se mostrou superior a outras modalidades, com qualidade de evidência classificada entre moderada e baixa. Por isso entra como parte de um plano, não como substituta da reabilitação.

Bloqueios e infiltrações guiados por imagem

Em casos selecionados, com orientação de imagem para chegar ao ponto certo. O objetivo é reduzir a dor o suficiente para permitir avançar na reabilitação, e a escolha do que se aplica, e se vale aplicar, é discutida caso a caso.

Ajuste do gesto e da rotina

Mudar a forma de executar o movimento que gera a sobrecarga, revisar altura de bancada, pegada, calçado e equipamento. É a medida menos glamourosa da lista e uma das que mais evita a recaída depois que a dor passa.

Quando existe indicação cirúrgica formal, isso é conversado com clareza e você é orientado a procurar o especialista adequado. Ver todos os procedimentos

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

Não encontrou a sua? Pergunte direto para a equipe, que responde pelo WhatsApp.

Tirar uma dúvida
Qual a diferença entre tendinite e tendinopatia?

Tendinite é o termo que se usa quando há inflamação, em geral num quadro mais recente. Tendinopatia descreve a alteração do próprio tecido do tendão, que se instala quando a sobrecarga se repete ao longo de meses, e aí o componente inflamatório costuma ser pequeno. A distinção importa porque muda o tratamento: em quadro crônico, insistir em anti-inflamatório tende a render pouco, enquanto a carga progressiva bem dosada é o que tem respaldo mais consistente. Na prática, a maioria dos casos que chega ao consultório depois de meses de dor é tendinopatia, mesmo que tenha sido chamada de tendinite esse tempo todo.

Quanto tempo leva para melhorar uma tendinite?

Depende do tendão, do tempo de queixa e do que foi feito até aqui. Quadros recentes podem melhorar em semanas com ajuste de carga. Tendinopatias instaladas há meses costumam pedir programas de três meses ou mais, e a melhora raramente é linear: dias melhores e piores dentro de uma tendência de melhora são o padrão esperado, não sinal de que algo deu errado. O erro mais comum é voltar à atividade plena assim que a dor some, antes de o tendão ter recuperado capacidade. É aí que se instala o ciclo de melhora e recaída que faz a queixa durar anos.

O que piora uma tendinite?

O que mais piora é a combinação de carga alta com pouca recuperação: voltar ao volume que provocou a dor antes de o tendão estar pronto, treinar com dor crescente, fazer picos de atividade depois de dias parado. Repouso absoluto também atrapalha, porque o tendão perde capacidade e a dor volta na primeira tentativa de retomar. Fora da carga, alguns fatores influenciam a qualidade do tecido: sono ruim, tabagismo, controle glicêmico inadequado e algumas classes de medicamento. Na consulta, essas perguntas aparecem não por curiosidade, mas porque mudam o prognóstico e o desenho do programa.

O que uma pessoa com tendinite não pode fazer?

Não existe lista de proibições que valha para todo mundo, e a crença mais prejudicial é a de que é preciso parar tudo. O que costuma atrapalhar é manter exatamente a carga que provocou a dor, aumentar volume de forma brusca depois de um período parado, alongar de forma agressiva um tendão irritado e usar anti-inflamatório por semanas por conta própria. A orientação razoável é reduzir temporariamente o que dispara a dor, manter movimento dentro do que o tendão tolera e progredir carga com acompanhamento de fisioterapeuta ou educador físico, num plano que pode mudar conforme a avaliação desse profissional.

Tendinite e bursite são a mesma coisa?

Não, embora possam conviver e doer em lugares parecidos. Tendinopatia é alteração do tendão, que é o tecido que liga o músculo ao osso. Bursite é a inflamação da bursa, uma pequena bolsa que reduz o atrito entre estruturas. Na lateral do quadril, por exemplo, o que durante anos foi chamado de bursite hoje é entendido, na maior parte dos casos, como um problema dos tendões glúteos. A distinção importa porque muda o alvo do tratamento, e porque explica por que infiltrar a bursa às vezes alivia pouco e por pouco tempo.

Locais de atendimento

Onde você é atendido

Consultas e procedimentos nas quatro cidades. Escolha a mais perto de você.

Agende sua avaliação

Vamos entender a sua dor no tendão?

O ombro tem várias estruturas em pouco espaço. Descobrir qual delas está envolvida muda o plano.

  • Consulta sem pressa e atendimento particular
  • Lages, Curitibanos, Chapecó e Balneário Camboriú
  • 5 estrelas no Google e no Doctoralia
Dr. Rodrigo Muller sorrindo, com as mãos nos bolsos
Agendar consulta