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Perguntas frequentes

As dúvidas que mais aparecem na consulta

Reuni aqui o que mais me perguntam sobre dor crônica, sobre cada região do corpo e sobre como funciona o atendimento. As respostas são educativas e não substituem a consulta, porque qualquer indicação depende de avaliação individual.

Sobre a dor e a consulta

Quando procurar um médico que cuida de dor?

O marco mais usado é a dor que persiste por mais de três meses, ou que volta sempre depois de melhorar. Também vale procurar antes disso quando a dor já mudou a sua rotina, quando você deixou de fazer coisas que fazia, quando o sono passou a ser interrompido por ela, quando o anti-inflamatório virou item fixo do dia, ou quando você já passou por várias avaliações sem um plano claro. Não é preciso esperar a dor ficar insuportável para procurar avaliação, e esperar costuma tornar o quadro mais difícil de conduzir. Se houver sinais de alerta, como febre, perda de peso sem explicação, perda de força ou perda de controle da urina, a avaliação precisa ser imediata.

Qual a diferença entre quem cuida de dor, o ortopedista e o reumatologista?

Ortopedia e reumatologia são especialidades com registro próprio, cada uma com seu campo: a ortopedia trabalha muito com a estrutura e com a indicação cirúrgica, e a reumatologia com as doenças reumatológicas e inflamatórias. O cuidado centrado na dor olha para o mecanismo da dor em si, que nem sempre corresponde a uma lesão visível, e organiza o tratamento em torno disso. As três abordagens se somam com frequência, e o encaminhamento entre elas faz parte do trabalho. Uma informação que precisa estar clara: o Dr. Rodrigo Muller é médico com pós-graduação em Clínica da Dor pelo IPEMED, e não é especialista, pois não possui RQE, Registro de Qualificação de Especialista.

Como é a primeira consulta?

A consulta é mais longa do que a média, porque a maior parte do diagnóstico em dor vem da conversa e do exame físico, não do exame de imagem. Ela começa pela história: onde dói, desde quando, o que piora, o que alivia, como está o sono, o que você já tentou e o que aconteceu em cada tentativa. Depois vem o exame físico com as manobras que ajudam a separar as causas possíveis. Só então se discute o plano, que costuma combinar orientação de movimento, cuidado clínico e, quando houver indicação, procedimento. Leve todos os exames que você tiver, inclusive os antigos, porque a comparação ao longo do tempo costuma valer mais que um exame isolado.

Existe algum exame que detecta a causa da dor?

Não existe um exame único que localize a origem de qualquer dor, e essa é uma das maiores frustrações de quem já rodou por vários consultórios. Imagem mostra estrutura, não mostra dor. É comum encontrar hérnias, desgastes e calcificações em pessoas que não sentem nada, e é igualmente comum haver dor importante com exame considerado normal, como acontece na fibromialgia. Exames têm papel claro quando existe suspeita específica, quando há sinais de alerta ou quando se planeja um procedimento guiado. Fora disso, pedir exame em excesso tende a gerar achados que confundem mais do que esclarecem. O que orienta o pedido é a hipótese construída na avaliação.

Dor que já dura anos ainda tem o que fazer?

Tem o que ser feito, e dor antiga não é sinônimo de caso perdido, embora também não se deva prometer desfecho. Quanto mais tempo a dor persiste, mais o sistema nervoso participa da manutenção dela, e isso muda o alvo do tratamento: deixa de ser apenas a estrutura e passa a incluir sono, condicionamento, carga e, quando necessário, apoio em saúde mental. O ganho costuma vir por etapas, e o primeiro objetivo geralmente é recuperar função e previsibilidade, não zerar a dor de imediato. O que se pode combinar com honestidade é o plano, os prazos de reavaliação e o critério para mudar de caminho se não houver resposta.

Preciso de encaminhamento ou de exames para agendar?

Não é necessário encaminhamento. O atendimento é particular, e valores, formas de pagamento e as datas de cada cidade são informados pela equipe pelo WhatsApp antes do agendamento. Também não é necessário ter exame pronto para marcar a primeira consulta, porque parte do trabalho é justamente definir quais exames fazem sentido no seu caso. Se você já tiver exames, leve todos, mesmo os antigos e mesmo os que outro profissional já avaliou, porque a evolução ao longo do tempo costuma informar mais que uma imagem isolada. Leve também a lista do que você usa hoje, incluindo o que toma por conta própria.

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