Enxaqueca
Crises que costumam ser pulsáteis, de um lado, com piora ao movimento e associação com náusea, sensibilidade à luz e ao som. Pode haver aura antes da dor.
Enxaqueca e cefaleias
Conviver com crises frequentes e resolver tudo no analgésico cobra caro, e o uso excessivo pode manter a dor. Investigar o padrão da sua dor costuma mudar o resultado.
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Atendimento
Dr. Rodrigo F. Muller · Médico · CRM/SC 31920
Origem da dor
Dor de cabeça não é uma coisa só. Separar os tipos é o que permite tratar direito, porque o tratamento muda bastante entre eles.
Crises que costumam ser pulsáteis, de um lado, com piora ao movimento e associação com náusea, sensibilidade à luz e ao som. Pode haver aura antes da dor.
Dor em peso ou aperto, nos dois lados, geralmente mais leve que a enxaqueca, muito ligada a tensão muscular, postura e estresse.
Dor que começa na nuca e sobe, associada a tensão e limitação do pescoço. Responde quando a coluna cervical é tratada.
Usar medicação para dor em muitos dias do mês pode transformar crises isoladas em dor quase diária. É uma causa frequente e pouco lembrada.
Sono irregular, jejum, álcool, desidratação, período menstrual e estresse aparecem com frequência, e variam de pessoa para pessoa.
Sono ruim, bruxismo, sedentarismo e quadros de ansiedade costumam aumentar a frequência das crises.
Quando investigar
Frequência e impacto pesam mais que intensidade isolada.
Procure atendimento de urgência diante de dor de cabeça súbita e muito intensa, a pior da vida, dor com febre e rigidez de nuca, dor após trauma na cabeça, dor com alteração de fala, força, visão ou consciência, ou dor de cabeça nova que começa após os 50 anos.
Como funciona
Quando começou, o que piora, o que melhora, como era antes e o que você quer voltar a fazer.
Testes específicos, avaliação de força, mobilidade e postura, incluindo as regiões vizinhas que influenciam a dor.
Leitura dos exames que você já tem. Novos exames só quando mudam a conduta.
Você sai entendendo o que está acontecendo, quais caminhos existem e o que esperar de cada um.
Tratamento
O plano depende do tipo de dor, da frequência das crises e do que já foi tentado. Nenhuma das opções é indicada sem avaliação individual.
Orientação sobre o que usar na crise, em que momento e por quanto tempo, para evitar o uso excessivo de analgésico, que pode manter a dor em vez de resolvê-la.
Em quadros frequentes, existe a possibilidade de tratamento contínuo para reduzir o número e a intensidade das crises, sempre com avaliação individual e reavaliações ao longo do tempo.
Procedimentos feitos com orientação de imagem para chegar ao ponto certo, usados em casos selecionados, com objetivo de reduzir a dor e permitir avançar na reabilitação.
Exercício orientado e controle de carga estão entre as medidas mais consistentemente recomendadas nas diretrizes internacionais. O programa é conduzido por fisioterapeuta ou educador físico, com acompanhamento e ajustes ao longo do tempo.
Entender o que mantém a dor muda o resultado do tratamento. Rotina de sono, ritmo de atividade e manejo de estresse entram no plano, com metas combinadas de forma realista.
Quando existe indicação cirúrgica formal, isso é conversado com clareza e você é orientado a procurar o especialista adequado. Ver todos os procedimentos
Perguntas frequentes
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Tirar uma dúvidaNão existe hoje tratamento que elimine a predisposição à enxaqueca. Existe tratamento que reduz a frequência e a intensidade das crises e devolve previsibilidade à rotina, e esse costuma ser o objetivo combinado.
Nem sempre. Quando a história e o exame neurológico são típicos e sem sinais de alerta, o exame de imagem costuma ser dispensável. Ele entra diante de sinais de alerta ou de mudança de padrão.
Depende do remédio e do objetivo. Analgésico usado com muita frequência pode manter a dor, enquanto o tratamento preventivo é planejado justamente para ser contínuo por um período definido, com reavaliações.
Pode. Existe um tipo de dor de cabeça com origem cervical, e muitos pacientes com enxaqueca também têm tensão cervical associada, o que entra no plano de tratamento.
Adianta bastante. Registrar dias de dor, intensidade, medicação usada e possíveis gatilhos é uma das formas mais baratas de melhorar o diagnóstico e medir resultado.
Dor súbita e muito intensa, dor com febre e rigidez de nuca, dor após trauma, dor com alteração neurológica ou dor nova depois dos 50 anos pedem avaliação imediata.
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O primeiro passo é uma conversa cuidadosa, com informação clara e um plano pensado para você.